quarta-feira, 13 de abril de 2011

Expressão: uma forma de viver!

Resolvi escrever esse post depois que ouvi uma conversa entre dois rapazes no Metrô. Os dois não deveriam ter mais de 17 anos e voltavam da praia. Um deles falava que tem medo de dizer o que sente por se importar com que as pessoas poderiam pensar a respeito. O outro logo concordou dizendo que ele, por exemplo, sequer escreve no Twitter o que está pensando realmente e que sempre faz a pose de inabalável.
Em meus pensamentos comecei a rever um pouco do que eu fazia. Me escondia. Escondia meus sentimentos. Isso só me fazia mal. Passei por uma fase na qual me afastei de todas as pessoas pra superar uma perda pessoal e, quando notei, não tinha com quem conversar. Descobri nessa época (há anos luz atrás) que manter a “pose” 24 horas todos os dias cria nas pessoas ao nosso redor uma imagem de que somos inabaláveis, mas dentro de nós é que se encontra o verdadeiro caos. Foi ai que me aconselharam pela Internet: crie um blog e mesmo que ninguém o visite, pelo menos, você desabafou e, melhor, ninguém vai te julgar por ter se aliviado.
É engraçado como a gente envelhece e percebe o quanto bobo fomos um dia. A idade vai aumentando e começamos a nos sentir mais livres, a sermos mais livres. Talvez isso aconteça porque as obrigações começam a ser facultativas e os medos superados. Hoje escrevo tudo o que sinto o que penso. Talvez eu ainda não consiga falar tudo para alguém, mas eu sei que, pessoalmente já sou uma vencedora: sou capaz de expressar, mesmo que só da forma escrita, o que acontece por dentro de mim, ao meu redor...
Meu conselho aos dois amigos: pensem, sintam, expressem mesmo que pelo Twitter, Orkut, MSN, Blog tudo o que vocês sentirem necessidade de expressar. Faça de forma anônima, crie um codinome, dê a cara à tapa (eu faço isso), mas não deixem de viver!!
A vida é sua. Os sentimentos são seus. Ninguém fica ao nosso lado por obrigação, por dependência. As pessoas que estão ao nosso lado, que nos procuram pra saber como estamos que nos contam suas vitórias e suas derrotas (e querem ouvir as nossas também), essas são as pessoas com quem devemos nos importar. E mesmo assim, pode ter certeza, se você resolver desabafar, elas podem até não concordar, mas em hipótese alguma, irão te julgar!

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