quinta-feira, 7 de julho de 2011

"Por problemas pessoais!"

Não consigo imaginar o que leva a tantos jovens terem atitudes precipitadas e sem sentido, sendo que no final sempre dizem a mesma frase: “Fiz por problemas pessoais!”
Essa questão surgiu na minha mente depois de ver, somente hoje, dois casos policiais onde adolescentes ambos de 17 anos de idade, fugiram de suas casas e levaram os pais a pensarem em desaparecimento, seqüestro ou morte!

Vivemos uma realidade infeliz de violência urbana extrema onde meninos com Juan, de apenas 11 anos de idade, são mortos em ações policiais e tem seus corpos abandonados num lixão. Com tanta violência, os pais, por mais carentes que possam ser se esforçam para comprar um computador para seus filhos. Essa tecnologia, supostamente, deveria manter os jovens na segurança de seus lares. Mas e quando a Internet se torna rota de fuga desses mesmos jovens? O erro passa a ser de quem? Até quando veremos notícias como estas?

“Fim do drama da família do adolescente Sérgio Martins Filho, de 14 anos, que estava desaparecido desde sexta-feira. O menor foi encontrado por um tio na porta de uma boate gay, em Madureira, Zona Norte do Rio, no fim da noite desta quarta-feira. Ele estava há seis dias na companhia de um jovem de 18 anos, que conheceu há um no site de relacionamentos Orkut. O rapaz foi preso e depois liberado. O menor dizia que sofria violência da família. O pai informou que ele passa por tratamento psicológico.”


“Uma garota de 17 anos, que havia desaparecido há um mês de casa, após fugir para morar com o namorado que havia conhecido na internet, foi encontrada nesta quarta-feira (6) no centro do Rio de Janeiro.”  


Nos dois casos eles alegaram ter “problemas pessoais”... Não imagino os problemas que possam levá-los a fugir das pessoas que mais prezam por seu bem-estar: suas famílias!!

Um comentário:

  1. Infelizmente algumas famílias esquecem que o mundo virtual é uma parte do dito mundo real. Esquecem de educar para o uso dessa ferramenta, e sempre que podem transferem a tarefa de disciplinar para um terceiro até que o tempo passa e cobra sua fatura. A internet, o celular e coisas do gênero é como um "cala a bocam, estou ocupado(a)".
    Pior ainda é quando realmente o problema é a família desses jovens que mesmo tendo o dever de proteção, cuidado podem fazer dos filhos "moedas de troca" sejam essas moedas emocionais ou econômicas. Na prateleira de pais e mães desequilibrados podemos encontrar desde alienação parental gerada por egos feridos até mesmo pedofilia. E tudo isso fica escondido nas muralhas das casas e os gritos de socorro desses pequenos (ainda que altos em estatura)abafados pelo eco de frases como: - tá querendo me ensinar como tratar meus filhos? Não se meta nisso!
    Devemos nos meter sim! Ou ceder de vez o direito ao lamento de ver esse panorama que tente a piorar. É, duro assim.

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