quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A UERJ que a sociedade não vê!


A Universidade do Estado do Rio de Janeiro é conhecida pela qualidade de ensino, pelas dificuldades estruturais (como qualquer instituição pública de ensino), pelas greves que assustam seus estudantes e por, apesar dos fatores contrários, projetos e profissionais de renome. Porém, existe outra UERJ que poucos conhecem: a que apresenta um número elevado de suicídios!
 
Acabo de me formar em Pedagogia na UERJ campus Maracanã e até hoje, através de amigos e professores tenho conhecimento do número assustador de pessoas que se jogam das rampas mais altas desta Universidade num mergulho sombrio em direção a morte! Hoje aconteceu mais um...

 
Um suicídio por si só assusta. Ele significa que a pessoa não viu mais saída para seus problemas e o único jeito de se livrar deles foi se jogar rumo ao fim (deixo de lado aqui o discurso de religiões). Quem não fica sabendo de algo assim e pensa que nenhum problema dignifica o desperdício de uma vida?! Mas cada um sabe o peso que consegue carregar em seus ombros e até quando consegue carregar. Deixaremos isso para outro momento.
 

A questão aqui é: apesar do conhecimento entre estudantes e profissionais, os constantes suicídios cometidos por lá não é divulgado na imprensa. Há quem diga ser um trato do Reitor com a mídia e com a Polícia. Mas e o povo que lá está e nada faz?! Talvez se colocássemos “a boca no trombone” essa situação tivesse um basta. Só saberemos se tentarmos.
 

Não basta fazer seminários e debates internos sobre a valorização da vida (como os que acontecem na UERJ), é preciso divulgar as horríveis ocorrências que já se tornaram “comum” ao cotidiano de quem frequenta a Universidade. Parece que a vida ficou tão banal que a solução é se jogar pra morte. Isso não pode ser aceito!

  
Eu digo “basta ao silêncio, vamos divulgar essa barbaridade e, assim, evitar que mais vidas sejam disperdiçadas!”.
 
 

3 comentários:

  1. Bom dia, Nani.
    Eu sou estudante de Jornalismo da UERJ e posso te explicar o porquê desse e de outros casos de suicídio, não apenas na UERJ, não serem divulgados.

    A Ponte, a UERJ e o metrô são os três locais onde mais ocorrem esses tipos de incidentes na cidade. Quantas vezes você já ouviu falar de suicídio na ponte? Poucas, senão nenhuma. No metrô é diferente porque é necessário avisar aos usuários por conta da interrupção do serviço, indicando aos mesmos que eles devem usar outro transporte.
    No código de ética do Jornalismo diz que não devemos informar ocorrências de suicídio, a não ser que sejam de pessoas famosas. Quando você divulga um bom local para essa prática, atrai outras pessoas interessadas em cometer o ato. E denunciar isso nas redes sociais, de certa forma, ajuda na divulgação de um lugar onde é fácil de se cometer o suicídio.

    Espero que tenha esclarecido.

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  2. Excelente resposta, esclareceu bastante!

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  3. Poderia falar também dos casos de furto e estupro, que também não são divulgados.

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