sábado, 18 de abril de 2015

Até quando?

O que não falta nesse mundo é gente tentando te dizer o que fazer e o que não fazer num relacionamento. Ultimamente tenho me perguntado se vale mesmo à pena prestar atenção em tais conselhos.

Os profissionais do sexo masculino dizem que a mulher não pode pedir sexo para o parceiro, que este deve ser de livre e espontânea vontade. Mas, onde fica a vontade da mulher?

Dizem que mulher não pode ser grude, demonstrando carinho pelo parceiro à todo tempo. Mas, como fazemos pra matar a saudade de quem gostamos de ter por perto?

Não podemos telefonar só pra dizer que estamos com saudade, porque isso pode parecer carência. E que mal tem em sentirmos carência de carinho?

Se queremos saber se nosso parceiro já está em casa, logo inventam que estamos marcando muito em cima. Desde quando é proibido nos importarmos com quem amamos?
Amar significa se jogar de cabeça. Se a pessoa não se entrega num relacionamento, desconfio que não haja amor!

Até quando seguiremos essa ideia machista e egoísta de que só podemos algo quando o homem quiser? Onde guardamos nossos sentimentos de mulher que ama, que deseja, que sente falta, que quer carinho, atenção?

O mundo está se tornando um lugar muito politicamente correto. Mas, o que é certo ou errado no amor? O amor é algo que não se explica, se sente!

Gratidão não é amor. Falta de companhia não é saudade. Tesão não é desejo. Costume não é carinho. Amor é outra coisa, é desmedido, é sentido, é posto em prática por duas pessoas que estão e desejam ficar juntas.

Até quando teimarão em pôr regras no que sentimos?

Até quando tentarão controlar nossos impulsos, nossa espontaneidade?

Até quando precisaremos racionalizar o que sentimos?


Tudo papo de homem que tem medo de ser amado e que não sabe amar de verdade!

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